Editorial

14/09/2008 por walmasiero

DIA DO DOADRO DE SANGUE

25/11/2009 por walmasiero

S.O.S. NATHAN

25/11/2009 por walmasiero

Garantir transplantes

22/11/2009 por walmasiero

De janeiro a setembro a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) registrou uma queda acentuada no número de transplantes de coração, pâncreas/rim e medula óssea nos hospitais de Curitiba. E os transplantes de coração no estado caíram 33% no mesmo pe­­ríodo, em relação a 2008. A preocupação procede, embora, em boa parte, a situação resulte de efeitos sazonais, como no caso, aliás das doações aos bancos de sangue, que, normalmente sofre uma queda acentuada a cada fim de ano, enfrentando, em contrapartida, uma alta da demanda.

Entre os fatores de maior peso para o recuo no número de transplantes está, por exemplo, a gripe A (H1N1), que lotou as unidades de tratamento intensivo (UTI) por um bom período.

Perduram questões como a da reduzida faixa de notificações de potenciais doadores pelas equipes médicas à Central Estadual de Transplantes, bem como a pouca valorização – e capacitação – dos profissionais encarregados da captação e manejo de órgãos e as dificuldades na abordagem a famílias que, geralmente, não têm consciência da importância da doação de órgão.

Mas, graças principalmente a dedicados profissionais que atuam na Central de Transplantes e em setores que formam a corrente que ajuda a salvar vidas, uma série de medidas será adotada ainda neste ano para melhorar o número de doações. Perfilam entre as medidas a possibilidade de portadores de hepatite B e C passarem a doar órgãos para receptores com a mesma doença. Esse procedimento ainda é inédito no Paraná. E, com iniciativas adotadas em outubro pelo Ministério da Saúde, que alterou as tabelas de valores de procedimentos e reajustou em 50% os honorários pagos às equipes médicas, deu-se um passo importante para melhorar o sistema de captação de órgãos.

A busca ativa do órgão perante à família, que antes era coberta por remuneração de R$ 210 para o médico, a partir de novembro será elevada para R$ 420. O valor cobrado pela sala usada no centro cirúrgico, para a remoção do órgão, subiu de R$ 450 para R$ 900. Ao mes­­mo tempo, o Sistema Nacional de Trans­­plantes dispõe de R$ 842,2 milhões para o pagamento de todos os procedimentos relativos aos transplantes realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Cobre, portanto, desde exames para inclusão na lista de espera até o acompanhamento pós-transplante

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 Gazeta do Povo

Os inimigos silenciosos : Doenças Periodontais

22/11/2009 por walmasiero

As doenças periodontais (DP) são respostas inflamatórias contra infecções causadas por bactérias. Esta resposta inflamatória pode ser inicialmente da gengiva (gengivite), ou envolver a gengiva, as fibras que ligam o dente no osso, e o osso propriamente dito (periodontite). Cada uma destas DP atinge graus variados, de leve a grave, e podem ocorrer em uma região bem localizada, ou atingir toda a extensão dos tecidos ao redor dos dentes.

 A gengivite geralmente ocorre quando, por falha na higiene oral, permitimos o acúmulo de bactérias na superfície dos dentes, que formam a placa bacteriana, e esta, por sua vez, elimina uma série de substâncias tóxicas nesta região, gerando então a resposta inflamatória em defesa do organismo. Assim, uma gengiva inflamada se torna avermelhada, inchada, e que sangra ao toque. Este processo pode ser aumentado pelo acúmulo de cálculo salivar (tártaro) sobre os dentes.

 Odontologia em Transplantes de Orgãos e Tecidos

Quando a gengivite não é devidamente tratada e controlada, com o tempo esta doença pode evoluir para uma periodontite. Na periodontite, o processo inflamatório é mais intenso, causando a destruição das fibras ou ligamentos periodontais e, por fim, do osso de sustentação do dente. Podemos notar que houve destruição do osso quando, além dos sinais da gengivite, ocorre mobilidade dental. A periodontite pode gerar gosto ruim na boca e mau hálito.
Uma das piores características das DP é que elas são indolores. Somente quando a inflamação é muito intensa, ou em períodos de “baixa resistência”, pode ocorrer dor, inchaço e liberação de pus na região acometida.

Em indivíduos que receberam ou receberão um transplante, no entanto, a presença de DP é muito perigosa. Estas manifestações, tanto inflamatórias quanto infecciosas, são prejudiciais ao organismo do paciente, podendo agravar doenças associadas a doença renal (diabetes, hipertensão, anemia), bem como causar problemas ao órgão transplantado.

O tratamento das DP envolve alguns fatores:

  • melhorar a qualidade da higiene oral (escovação e uso do fio dental);
  • modificar dieta (deve-se reduzir o consumo de açucares e alimentos industrializados entre as refeições);
  • remoção pelo dentista de cálculo salivar e placa bacteriana da superfície dental;
  • consultas periódicas ao dentista para manutenção e reavaliação da saúde bucal.

 Não permita que este inimigo silencioso atrapalhe sua saúde. O controle da gengivite e da periodontite inicial é simples de se realizar; as periodontites mais graves exigem maior acompanhamento, mas também poder ser curadas. E você mesmo pode fazer um auto-exame da saúde bucal. Se notar algum sinal de gengivite descrito acima ou presença de tártaro, visite o dentista para orientações e tratamento adequado. Você ganhará não só saúde bucal, mas também melhor qualidade de vida.

Roberto Brasil Lima, Cirurgião Dentista
Paulo Sérgio da Silva Santos, Cirurgião Dentista
Fale conosco: ls_odontologia@yahoo.com.br, ou ligue (011) 3666 9683

ADOTE A VIDA! SEJA DOADOR DE ÓRGÃOS!

08/11/2009 por walmasiero

A legislação brasileira sobre o processo doação transplante estabelece que somos todos doadores de órgãos desde que após a nossa morte um familiar (até segundo-grau de parentesco) autorize, por escrito, a retirada dos órgãos. Portanto, não basta você querer ser um doador de órgãos. Sua família também precisa saber. São eles que vão autorizar os médicos a fazer o transplante da sua vida para outras vidas. Diga em casa, diga para seus amigos, diga para todo mundo que você quer ser um doador.

Qualquer pessoa pode doar órgãos. Nenhuma religião é contra a doação. Pelo contrário, toda religião apóia o amor aos outros, que inclui o ato de doar-se. Para um transplante de órgãos, só importa a compatibilidade entre você e as várias pessoas que esperam um coração, um pulmão, um rim. Uma vida.

Não é necessário nenhum registro em documento. Basta deixar a família avisada. Ela vai considerar isso como último desejo e autorizar a doação.

O cartão de doador e o cadastro que disponibilizamos aqui não substituem a manifestação da família, mas é um importante símbolo de sua vontade que poderá ajudar em um momento de tomada de decisão. Parte das famílias que não autoriza a doação dos órgãos de um ente querido age assim por desconhecer a opção do falecido.

Cadastro Virtual de Doadores

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