Série faz crescer número de transplantes


transplante

A série “Transplante, o dom da vida” estreou no Fantástico no dia 12 de abril. Em menos de um mês no ar, sua contribuição foi decisiva para o aumento no número de doações e transplantes e para a diminuição de pacientes na fila de espera. É o que comprovam os números apresentados por médicos e hospitais do Brasil todo. De acordo com o doutor Ronaldo Honorato, do Instituto do Coração de São Paulo (Incor), o aumento foi perceptível através do contato dos médicos com as organizações que fornecem os doadores, as chamadas Organizações de Procura de Órgãos (OPO). “Essas organizações são vinculadas aos grandes hospitais de São Paulo. Conversando com as OPOs, vimos que nessas últimas semanas houve um aumento do número de notificações e doadores efetivos”, explica. Segundo Honorato, somente em abril foram realizados cinco transplantes de coração e um transplante de coração pediátrico, superando a média dos três primeiros meses de 2009, que foi de apenas dois transplantes por mês. Honorato acredita que os médicos estão notificando os óbitos por morte cerebral com mais frequência. O Hospital do Rim, em São Paulo, também notou aumento no número de transplantes no mês em que a série entrou no ar. Até março deste ano, a média de transplantes de rim era de 50 por mês (destes, 20 eram de doadores falecidos). Segundo o doutor José Medina, em abril foram realizados 76 transplantes, sendo 41 com órgãos de doadores falecidos. Quem também comemora o impulso nas doações dado pela série é o doutor Bem-Hur Ferraz Neto, do Hospital Albert Einstein. Em abril, o hospital realizou 15 transplantes de fígado de doadores falecidos. De janeiro a março de 2009, a média mensal tinha sido de 11 transplantes. Doações aumentam em SC Em Santa Catarina a situação é semelhante. Segundo o médico Joel Andrade, coordenador da Central de Transplante do estado, as comissões hospitalares que ficam encarregadas de entrevistar a família do possível doador para que eles permitam a doação estão citando a série. “Quando o primeiro programa foi ao ar, houve quatro doações sucessivas citando o programa. Eles estão entendendo a série e já sabem o significado do transplante”, diz Joel. Ele disse ainda que o mês de abril foi para Santa Catarina o segundo melhor da história dos transplantes no estado. “Nos três primeiros meses deste ano (janeiro, fevereiro e março) houve 19 doações efetivas. Somente em abril deste ano, já houve 16 doações”, conta.

Fonte: http://www.adote.org.br/news/serie_faz_crescer_numero_de_transplantes_165

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