Menina que passou por transplante de medula está hospedada em hotel próximo ao Inca para terminar tratamento

Gabriela Moreira – Extra

Thais 

O dia não estava ensolarado, nem o céu estava azul, mas para Thaís Stutzel, de 4 anos, foi uma segunda-feira “linda”. Essa foi a impressão da pequena, que luta contra a leucemia, ao pisar nas escadarias do Instituto Nacional de Câncer (Inca), na manhã de ontem, após receber alta (assista ao vídeo com a família de Thaís) .

– Ela olhou para o céu e disse que o dia estava lindo – conta a mãe, Rosa Stutzel.

Foi a primeira vez que Thaís pisou na rua após o transplante de medula, realizado há 26 dias. Por tempo ainda indeterminado, ela deverá ir ao hospital, diariamente, para tomar medicamento intravenoso. O procedimento dura cerca de seis horas. Para facilitar essa rotina, o Inca aluga para os pacientes um quarto de hotel próximo ao instituto.

– Ainda não sabemos quanto tempo ficaremos aqui no hotel, mas só de estarmos fora do ambiente hospitalar já é uma enorme felicidade – diz Rosa.

Thaís ainda se alimenta com a dieta do Inca e não pode ter contato com bactérias.

– Ela usa máscaras e tudo deve estar esterilizado – explica a mãe, completando: – Os médicos só permitiram a vinda para o hotel depois que o sistema imunológico dela manteve um equilíbrio de três dias sem alterações.

Enquanto não pode comer chocolates, Thaís brinca com as bonecas e joguinhos que ganhou na Páscoa.

– Vou guardar para comer depois – brinca a pequena.

Segundo Rosa, a evolução de Thaís após o transplante está dentro do esperado.

– O quadro geral está muito bom. Ela não teve nenhum efeito colateral devido à nova medula e está evoluindo muito bem. A pressão está um pouco alta, por causa dos remédios, mas isso está sendo controlado. Tudo ainda é muito instável, mas acho que em 30 dias já poderemos ir para casa.

Diagnóstico depois de um tombo

Thaís descobriu que tinha leucemia em junho do ano passado, ao levar um tombo na escola. Desde então, sua família vem lutando para encontrar a cura para a doença. Além de rifas, a família também arrecadou dinheiro para o tratamento através do blog (www.amigosdathaiss.blogspot.com) que mantém na internet. Em agosto, o EXTRA publicou a história de Thaís, numa série sobre transplantes. No mesmo mês, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) localizou um doador compatível. Ela se internou no dia 12 de março e o transplante ocorreu dia 19.

Fonte:
http://extra.globo.com/rio/materias/2009/04/13/menina-que-passou-por-transplante-de-medula-esta-hospedada-em-hotel-proximo-ao-inca-para-terminar-tratamento-755261646.asp
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